sexta-feira, 29 de julho de 2011

A influência do Dólar na economia brasileira.

 

Acompanhamos nos telejornais, a luta do governo brasileiro para conter a valorização do Real, ou a desvalorização do Dólar. Por questões de comércio internacional as moedas de diversos países são equiparadas a uma moeda forte, para facilitar as negociações. As moedas mais aceitas em todo o mundo é o Dólar Americano, e o Euro (a moeda da União Européia).

Para que o Brasil possa comercializar os seus produtos no mercado internacional, é preciso converter o preço dos produtos brasileiros em Dólar. Por exemplo, se um produto nacional custa R$1,00, em Dólar custará U$0,64 (na cotação de hoje 27/07). Posso afirmar que com apenas U$0,64 eu compro um produto que custa R$1,00. Esta mesma lógica vale para a compra de produtos internacionais. Mantendo a mesma taxa de conversão, posso afirmar que com R$1,00 eu compro um produto que custa U$0,64.

Imagine as negociações do Brasil com o mundo. A cotação do Dólar influência diretamente a nossa economia. Com a valorização do Real, as viagens para outros países ficam mais baratas, os produtos importados também, enfim tudo o que é negociado a preço de Dólar fica mais acessível. Porém as exportações brasileiras ficam prejudicadas, quanto mais valorizada a moeda nacional, mais caros os produtos brasileiros chegarão ao mercado internacional.

 

O grande problema

Para os países exportadores como o Brasil, o saldo da balança comercial (diferença entre exportações e importações), é muito importante para a saúde econômica do país. As exportações impulsionam o crescimento do país, gerando emprego e renda. Por não possuir um mercado interno forte, o Brasil é dependente das exportações, e esta dependência é influenciada pelo Cambio. O governo luta para manter a moeda nacional desvalorizada, para que os preços de produtos brasileiros possam ser competitivos no mercado externo, e que os “vendedores” estrangeiros não tenha tanta facilidade para competir com o produto brasileiro.

Devido à falta de investimentos em infra-estrutura os produtos brasileiros têm custo maior que alguns dos seus correntes. Imagine o quanto é gasto com frete, para escoar a soja plantada em Mato Grosso. Temos um sistema viários péssimo, e o transporte rodoviário é muito mais caro que o ferroviário, mas o Brasil ainda insiste em escoar a produção em caminhões por estradas esburacadas. Mesmo com todos estes problemas, as Commodities brasileiras ainda eram bastante competitivas no mercado internacional, por causa da desvalorização cambial.

Todos os países precisam aumentar as suas vendas para fortalecer a economia. Países ricos e tradicionais importadores de produtos brasileiros, como os Estados Unidos não passam por um bom momento econômico. O Governo americano procura meios de aquecer a economia americana, e o montante de Dólar que é injetado na economia força a desvalorização cambial de países menores.

O Brasil ainda consegue manter certo controle cambial, devido às reservas de Dólar do Banco Central. Apenas não se sabe até quando será possível conter a valorização do Real utilizando este mecanismo de controle. Vai levar algum tempo até que a economia mundial se estabilize, enquanto isto não acontece, a briga diária para manter a taxa de cambio dentro dos limites prosseguirá.

É bom ficarmos atentos a esta briga.

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Fonte: BACEN *cotação do dia 26/07

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Pagar caro por um serviço ruim?

Impostos

Todos nós quando vamos comprar algo exigimos qualidade, principalmente quando gastamos muito. É normal relacionarmos a qualidade do serviço com o preço pago. Nenhum consumidor quer pagar caro por um perfume ruim, ou por uma roupa estragada e com defeitos. Esta postura muda quando falamos dos serviços públicos. Pagamos muito, recebemos em troca um péssimo serviço, e quase não reclamamos por isto.

Todo cidadão brasileiro é um cliente do governo. Pagamos impostos, e o valor arrecadado retorna na forma de benefícios para todos (deveria ser assim). Pagamos imposto sobre vários serviços que utilizamos, e principalmente pelo que consumimos, e o valor pago pelos serviços públicos tem aumentado muito a cada ano; mas e a qualidade, tem aumentado?

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário , no dia 22 de julho a arrecadação do Governo, chegará a R$ 800 bilhões, 31 dias antes do que no ano passado. No ano de 2009 o governo arrecadou esta mesma quantia no dia 8 de Outubro, e no ano de 2010 no dia 22 de Agosto. Isto significa que estamos pagando mais pelos serviços oferecidos pelo governo. A previsão para este ano, é que o governo arrecade R$1,4 trilhão, R$200 bilhões a mais que no ano passado. Estes valores correspondem à soma da arrecadação do governo em impostos, taxas, contribuições nas três esferas, Federal, Estadual e Municipal.

Em resumo, estamos pagando cada vez mais, por um serviço que não condiz com o preço pago. O governo tem uma boa arrecadação, mas não tem uma boa gestão, o resultado: Péssimas estradas, hospitais sucateados, professores mal remunerados, entre outros problemas que enfrentamos.

Pense nisto na hora de votar!

Créditos: Jornal Estadão.

 jogo_justo

sábado, 9 de julho de 2011

Cuidado com a Inflação.


Qualquer pessoa que acompanha os noticiários, está ciente que a inflação está um pouco acima da meta. Para quem não sabe, a inflação foi o maior problema econômico que o Brasil enfrentou nas décadas de 70, 80 e início dos anos 90. A inflação só foi controlada com a implantação do plano Real em 1994.

    A inflação consiste no aumento sistemático e contínuo de preços na economia. Este aumento nos preços faz com que o dinheiro perca o seu valor, por exemplo, se antes você precisava de R$100,00 para compra uma cesta de produtos, agora você precisará de um pouco mais, ou terá que comprar um pouco menos. Atualmente a inflação não passa de 1% ao mês, um índice muito inferior, se comparado com o início dos anos 90 aonde a inflação chegava a mais de 30 % ao dia. 
Mas para o cidadão brasileiro qual o problema da inflação? Além da desvalorização da moeda ocasionado pelo aumento nos preços, um outro problema que o cidadão brasileiro enfrenta quando a inflação começa a assustar o governo, é a dificuldade de conseguir crédito, e o juro mais elevado dos empréstimos bancários e similares. Isto ocorre por causa da política econômica do governo, que aumenta a taxa de juros SELIC, visando a redução do dinheiro em circulação, o que reduzirá o consumo e forçará o equilíbrio entre oferta e demanda. Na visão do governo, a inflação ocorre porque tem muito dinheiro circulando, muita gente querendo comprar (demandando) e poucos vendedores, ou pouca mercadoria (oferta). Este desequilíbrio entre a oferta e a demanda faz com que os preços subam, gerando a tão temida inflação.

         O governo poderia investir mais em infraestrutura, e no setor produtivo para aumentar a oferta de bens e serviços, mas por causa da sua ineficiência, a saída é reduzir o consumo através da alta dos juros. 

É bom ficarmos atentos aos movimentos da equipe econômica brasileira, os financiamentos ficarão mais caros e difíceis, a economia não gerará tantos empregos devido a escassez de dinheiro no mercado, o que também pode gerar um leve aumento no desemprego. Diante de todo este problema o melhor a fazer é poupar, evitar comprar a prazo, e fugir dos empréstimos e financiamentos de longo prazo.

Cuide bem do seu dinheiro, e gaste conscientemente.