Acompanhamos nos telejornais, a luta do governo brasileiro para conter a valorização do Real, ou a desvalorização do Dólar. Por questões de comércio internacional as moedas de diversos países são equiparadas a uma moeda forte, para facilitar as negociações. As moedas mais aceitas em todo o mundo é o Dólar Americano, e o Euro (a moeda da União Européia).
Para que o Brasil possa comercializar os seus produtos no mercado internacional, é preciso converter o preço dos produtos brasileiros em Dólar. Por exemplo, se um produto nacional custa R$1,00, em Dólar custará U$0,64 (na cotação de hoje 27/07). Posso afirmar que com apenas U$0,64 eu compro um produto que custa R$1,00. Esta mesma lógica vale para a compra de produtos internacionais. Mantendo a mesma taxa de conversão, posso afirmar que com R$1,00 eu compro um produto que custa U$0,64.
Imagine as negociações do Brasil com o mundo. A cotação do Dólar influência diretamente a nossa economia. Com a valorização do Real, as viagens para outros países ficam mais baratas, os produtos importados também, enfim tudo o que é negociado a preço de Dólar fica mais acessível. Porém as exportações brasileiras ficam prejudicadas, quanto mais valorizada a moeda nacional, mais caros os produtos brasileiros chegarão ao mercado internacional.
O grande problema
Para os países exportadores como o Brasil, o saldo da balança comercial (diferença entre exportações e importações), é muito importante para a saúde econômica do país. As exportações impulsionam o crescimento do país, gerando emprego e renda. Por não possuir um mercado interno forte, o Brasil é dependente das exportações, e esta dependência é influenciada pelo Cambio. O governo luta para manter a moeda nacional desvalorizada, para que os preços de produtos brasileiros possam ser competitivos no mercado externo, e que os “vendedores” estrangeiros não tenha tanta facilidade para competir com o produto brasileiro.
Devido à falta de investimentos em infra-estrutura os produtos brasileiros têm custo maior que alguns dos seus correntes. Imagine o quanto é gasto com frete, para escoar a soja plantada em Mato Grosso. Temos um sistema viários péssimo, e o transporte rodoviário é muito mais caro que o ferroviário, mas o Brasil ainda insiste em escoar a produção em caminhões por estradas esburacadas. Mesmo com todos estes problemas, as Commodities brasileiras ainda eram bastante competitivas no mercado internacional, por causa da desvalorização cambial.
Todos os países precisam aumentar as suas vendas para fortalecer a economia. Países ricos e tradicionais importadores de produtos brasileiros, como os Estados Unidos não passam por um bom momento econômico. O Governo americano procura meios de aquecer a economia americana, e o montante de Dólar que é injetado na economia força a desvalorização cambial de países menores.
O Brasil ainda consegue manter certo controle cambial, devido às reservas de Dólar do Banco Central. Apenas não se sabe até quando será possível conter a valorização do Real utilizando este mecanismo de controle. Vai levar algum tempo até que a economia mundial se estabilize, enquanto isto não acontece, a briga diária para manter a taxa de cambio dentro dos limites prosseguirá.
É bom ficarmos atentos a esta briga.
Fonte: BACEN *cotação do dia 26/07
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