quinta-feira, 22 de setembro de 2011

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Parabéns contribuinte brasileiro!


Parabéns a todo o cidadão brasileiro pelo pagamento de impostos dos mais variados tipos. Somando o esforço de todos os trabalhadores, o país atingiu R$1.000.000.000,00 em arrecadação de impostos no mês de Setembro de 2011.

A tributação surge para que o Governo tenha fundos suficientes para atuar nas falhas de mercado. O Governo precisa atuar onde não há lucros ou atrativos para a iniciativa privada. A lógica é a seguinte: Pagamos tributos e recebemos os mais variados serviços do Estado, e estes serviços devem contribuir para a melhoria de vida de todo o povo. Segundo a teoria da tributação o Governo deve assumir funções alocativas, distributivas e estabilizadoras.

  • Função alocativa: relaciona-se à alocação de recursos por parte do Governo a fim de oferecer bens públicos (ex. rodovias, segurança), bens semi-públicos ou meritórios (ex. educação e saúde), desenvolvimento (ex. construção de usinas), etc. 
  • Função distributiva: é a redistribuição de rendas realizada através das transferências, dos impostos e dos subsídios governamentais. Um bom exemplo é a destinação de parte dos recursos provenientes de tributação ao serviço público de saúde, serviço o qual é mais utilizado por indivíduos de menor renda;
  • Função estabilizadora: é a aplicação das diversas políticas econômicas a fim de promover o emprego, o desenvolvimento e a estabilidade, diante da incapacidade do mercado em assegurar o atingimento de tais objetivos.


Para que estas funções sejam realizadas pelo Governo, surge a necessidade dos impostos. Segundo a teoria da tributação a cobrança de impostos deve seguir alguns conceitos. Pelo conceito da equidade, cada indivíduo deve contribuir com uma quantia "justa"; pelo conceito da progressividade, as alíquotas devem aumentar à medida que são maiores os níveis de renda dos contribuintes; pelo conceito da neutralidade, a tributação não deve desestimular o consumo, produção e investimento; e, por fim, pelo conceito da simplicidade, o cálculo, a cobrança e a fiscalização relativa aos tributos devem ser simplificados a fim de reduzir custos administrativos.

Os impostos cobrados no Brasil correspondem a uma boa parcela do Produto Interno Bruto, e influencia negativamente a produtividade e competitividade de nossa indústria. Existe a cobrança de impostos em “cascata” ou “Cumulativos”, nas diversas fases de produção de bens ou serviços e os impostos brasileiros não atendem o conceito da neutralidade, pois o valor cobrado incide nos preços dos produtos, o que influenciam na hora da compra.

Quando o consumidor adquire qualquer bem ou serviço, ele paga parte dos impostos que deveriam ser de responsabilidade do produtor. Exemplo, o vendedor pode acrescentar no preço do seu produto a incidência do IPTU, ou do IRPJ; isto significa que embora o imposto incida sobre o produtor, o consumidor irá “ajudar” a pagar por ele.

É difícil concordar com a maneira que os impostos são cobrados, mas é ainda mais difícil concordar com a forma com que os recursos são gastos. Vemos o crescente aumento na arrecadação do Governo, mas não vemos o crescimento do investimento no bem estar da população, e não vemos investimentos na melhoria da infra estrutura. Parece que todo o nosso esforço como contribuinte é apenas para manter o funcionamento da “maquina pública”, ou seja, nosso dinheiro é usado apenas para pagar os salários do funcionalismo público, dos deputados e dos senadores (que prestam um excelente serviço à população brasileira, representando os interesses do povo), na construção do novo estádio do Corinthians, e tantos outros gastos do Governo.

O valor arrecadado não é suficiente para que o Governo cumpra com as suas obrigações, então o Governo aumenta a sua arrecadação através de títulos que são colocados no mercado a uma taxa de juros extremamente elevada. É muito dinheiro, para pouco investimento.

O povo brasileiro precisa cobrar mais, é preciso fiscalizar melhor as ações do Governo, pois somos os maiores financiadores.


Poderíamos ter um retorno bem melhor do nosso investimento em impostos. O que você acha disto?

Créditos:

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Um problema maior que o crescimento econômico.

É muito normal para nós economistas, a preocupação com problemas econômicos como o crescimento da demanda mundial, o fortalecimento do setor financeiro, o crescimento econômico entre tantos outros assuntos. Parece que a nossa profissão busca apenas o enriquecimento de alguns poucos cidadãos deste mundo globalizado. Pensamos muito nas dificuldades enfrentadas pelos países da zona do Euro, nos preocupa o teto da divida publica americana e o cambio Chinês, mas existe algo que realmente deveria nos preocupar.

Enquanto existem pessoas extremamente ricas, que são beneficiadas pelo modelo capitalista de produção, que é tão generoso com aqueles que possuem os meios de produção, e tão cruel com aqueles que possuem apenas a sua força de trabalho, existem também milhares que morrem de fome. A sede pela acumulação e o desejo desenfreado de obter lucro, provoca sérias desigualdades sociais no mundo todo.
No Brasil existem regiões que sofrem com a fome e a miséria, mesmo que o país viva um excelente momento econômico. Enquanto algumas cidades das regiões Sudeste e Sul se esbanjam na riqueza produzida, existem cidades que agonizam pela falta de condições mínimas de sobrevivência.

No mundo a situação não é diferente. Milhares de pessoas morrem de fome todos os anos, e esse problema não desperta o interesse de economistas, que continuam preocupados com a liquidez do sistema financeiro mundial, ou qualquer outro problema relacionado à riqueza e acumulação de capital dos países ricos. Segundo a ONU, apenas na Somália 750.000 pessoas correm o risco de morrer nos próximos quatro meses. Os dados divulgados pelas Nações Unidas mostram que quase a metade da população da Somália, cerca de 3,7 milhões de pessoas, se encontra em crise humanitária, dos quais 2,8 milhões estão no sul do país. Segundo números das Nações Unidas, a seca e seus devastadores efeitos no Chifre da África mantêm em situação crítica pelo menos dez milhões de pessoas da região.
Milhares de crianças já morreram no continente africano por causa da fome e da desnutrição, e milhares de outras crianças correm o risco de morrerem por falta de alimentos. É preocupante a situação nos países africanos, que além de todos estes problemas ainda sofrem com guerras, falta de democracia e desrespeito aos direitos humanos.

Arte: Andre Fuentes

Independente de ideologia; temos que unir nossas forças e tentarmos amenizar os problemas causados pela fome. Os economistas de todo o mundo deveriam propor soluções, e buscar meios de melhorar a qualidade de vida em um continente que está morrendo aos poucos.
(Farah Abdi Warsameh/AP)
“A cada dia que nos atrasamos em prestar assistência é, literalmente, questão de vida ou morte para as crianças e suas famílias nas áreas afetadas pela crise de fome", assegurou o coordenador de Assuntos Humanitários da ONU para a Somália, Mark Bowden. “Se não agirmos agora, a crise de fome se estenderá às oito regiões do sul da Somália nos próximos dois meses devido às pobres colheitas e aos surtos de doenças infecciosas”, disse Bowden.”
Pense nisto!
Créditos

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O vôo da galinha.

 
Pouco depois do anuncio da redução da taxa básica de juros pelo Banco Central, surgiram fortes criticas ao Banco Central e a sua “nova política monetária”. Para alguns economistas o BACEN deixou de lado a meta da inflação, e passa a preocupar apenas com o crescimento do PIB. Poucos economistas acreditavam na redução da taxa de juros, a maioria esperava a manutenção desta taxa, pois ainda há risco inflacionário.
Será que nunca poderemos crescer sem inflação? Será que o medo da inflação nunca nos permitirá ter uma economia mais dinâmica e mais produtiva? O crescimento sempre será um inimigo da economia brasileira?

Sinceramente acredito que é possível conseguirmos crescer sem inflação. Vivemos algumas décadas com inflação muito alta, e não queremos viver este período novamente. A inflação foi ocasionada pelo crescimento econômico ou por excesso de gastos do governo?  O grande trunfo do plano Real foi justamente o controle de gastos da maquina publica. Se o governo quiser manter uma política de gastos desordenados como o Governo Lula, a taxa de juros terá que crescer sempre, e vamos sacrificar o crescimento para que o governo possa gastar à vontade, afinal no Brasil é assim que se consegue manter no poder.


É hora de cortar gastos. Foto:
Roberto Stuckert Filho/PR

Olhemos para a política fiscal do governo Lula, houve gastos em excesso, e o país sacrificou muito investimento para que o PT conseguisse a Reeleição do Lula e a eleição da Dilma. O BACEN não pode ser o único responsável pela meta de inflação, e concordo com a redução na taxa de juros, e espero poder um dia dizer que a taxa de juros brasileira já não é a maior do mundo. É preciso que o Ministro Guido Matega cuide da redução de gastos do governo, e que os investimentos não seja apenas em marketing, como foram as duas edições do PAC.
Se o BACEN reduz os juros, e o governo cortar gastos a economia não vai sofrer com os efeitos da inflação, mas no contrário, vamos culpar o consumo e o excesso de renda e emprego da população e elevar as taxas de juros novamente. Desta vez a responsabilidade pela inflação está nas mãos da Presidente Dilma e do ministro Guido Mantega. É hora de investir mais e gastar menos, ou então, nossa economia continuará voando como uma galinha.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Banco Central reduz em 0,5% a taxa básica de juros (SELIC).



FOTO: ANDRE DUSEK/AE
Surpreendendo a grande maioria dos economistas e analistas financeiros, o Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,5% ,para 12% ao ano. É bom lembrarmos que mesmo com a redução a taxa básica de juros brasileira é a maior do mundo.

Utilizada como uma das mais importantes ferramentas do controle inflacionário, a SELIC tem a função de enxugar a economia, reduzindo o montante de dinheiro em circulação, e conseqüentemente reduzindo o consumo. A presidente Dilma, durante a sua campanha eleitoral e no inicio de seu governo, deixou claro que trabalharia para que a economia brasileira pudesse crescer de forma consistente, e não apenas como “o vôo de uma galinha”. A expressão refere-se à dificuldade encontrada pelo país de crescer sem gerar inflação, pois sempre que o país começa a mostrar sinais de crescimento, esbarra no medo inflacionário, que é combatido com alta nas taxas de juros, freando bruscamente o consumo e o crescimento econômico.

A redução da taxa de juros pode ter efeitos negativos na economia, caso o país não invista na produção. A Política Fiscal brasileira terá de ser reorganizada de forma a gerar mais investimentos no setor produtivo, para que haja uma expansão da demanda, evitando inflação através do equilíbrio. A arrecadação brasileira se expande e bate recorde, o problema é que os gastos do governo seguem esta mesma lógica.

O cidadão brasileiro sentirá de fato os efeitos desta redução, num prazo de aproximadamente seis meses. Os efeitos serão:
  • Aumento de crédito,
  • Taxas de juros mais baixas,
  • E possível incentivo ao consumo.

Se o cidadão optar pelo consumo, e a nossa economia não conseguir suprir esta demanda, ocorrerá novamente o processo inflacionário, e as taxas de juros terão que ser alteradas.

Opiniões

Para o Blogueiro Adriano Dutra Teixeira, é preocupante  a forma como a política fiscal está sendo conduzida.

“Não se vê mudança contundente no regime fiscal, a própria ministra do Planejamento já disse dias atrás que não há espaço para aperto fiscal, ao contrário disso, o governo mantém um enorme orçamento fiscal paralelo junto ao BNDES; a arrecadação federal continua quebrando recordes, cresceu no primeiro semestre o triplo do PIB e os gastos públicos, como têm sido visto, acompanham a arrecadação.

O ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni classificou de "ousada" decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Para ele, o que está em jogo agora é a credibilidade do BC.

Veja na integra o comunicado do Banco Central

“O Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela manutenção da taxa Selic em 12,50% a.a. Reavaliando o cenário internacional, o Copom considera que houve substancial deterioração, consubstanciada, por exemplo, em reduções generalizadas e de grande magnitude nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos. O Comitê entende que aumentaram as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado. Nota ainda que, nessas economias, parece limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalece um cenário de restrição fiscal. Dessa forma, o Comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevante.

Para o Copom, a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira pode se materializar por intermédio de diversos canais, entre outros, redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e empresários. O Comitê entende que a complexidade que cerca o ambiente internacional contribuirá para intensificar e acelerar o processo em curso de moderação da atividade doméstica, que já se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira. Dessa forma, no horizonte relevante, o balanço de riscos para a inflação se torna mais favorável. A propósito, também aponta nessa direção a revisão do cenário para a política fiscal.

Nesse contexto, o Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.

O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do ambiente macroeconômico e os desdobramentos do cenário internacional para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.

Brasília, 31 de agosto de 2011”
Fonte: BACEN


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