segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Um problema maior que o crescimento econômico.

É muito normal para nós economistas, a preocupação com problemas econômicos como o crescimento da demanda mundial, o fortalecimento do setor financeiro, o crescimento econômico entre tantos outros assuntos. Parece que a nossa profissão busca apenas o enriquecimento de alguns poucos cidadãos deste mundo globalizado. Pensamos muito nas dificuldades enfrentadas pelos países da zona do Euro, nos preocupa o teto da divida publica americana e o cambio Chinês, mas existe algo que realmente deveria nos preocupar.

Enquanto existem pessoas extremamente ricas, que são beneficiadas pelo modelo capitalista de produção, que é tão generoso com aqueles que possuem os meios de produção, e tão cruel com aqueles que possuem apenas a sua força de trabalho, existem também milhares que morrem de fome. A sede pela acumulação e o desejo desenfreado de obter lucro, provoca sérias desigualdades sociais no mundo todo.
No Brasil existem regiões que sofrem com a fome e a miséria, mesmo que o país viva um excelente momento econômico. Enquanto algumas cidades das regiões Sudeste e Sul se esbanjam na riqueza produzida, existem cidades que agonizam pela falta de condições mínimas de sobrevivência.

No mundo a situação não é diferente. Milhares de pessoas morrem de fome todos os anos, e esse problema não desperta o interesse de economistas, que continuam preocupados com a liquidez do sistema financeiro mundial, ou qualquer outro problema relacionado à riqueza e acumulação de capital dos países ricos. Segundo a ONU, apenas na Somália 750.000 pessoas correm o risco de morrer nos próximos quatro meses. Os dados divulgados pelas Nações Unidas mostram que quase a metade da população da Somália, cerca de 3,7 milhões de pessoas, se encontra em crise humanitária, dos quais 2,8 milhões estão no sul do país. Segundo números das Nações Unidas, a seca e seus devastadores efeitos no Chifre da África mantêm em situação crítica pelo menos dez milhões de pessoas da região.
Milhares de crianças já morreram no continente africano por causa da fome e da desnutrição, e milhares de outras crianças correm o risco de morrerem por falta de alimentos. É preocupante a situação nos países africanos, que além de todos estes problemas ainda sofrem com guerras, falta de democracia e desrespeito aos direitos humanos.

Arte: Andre Fuentes

Independente de ideologia; temos que unir nossas forças e tentarmos amenizar os problemas causados pela fome. Os economistas de todo o mundo deveriam propor soluções, e buscar meios de melhorar a qualidade de vida em um continente que está morrendo aos poucos.
(Farah Abdi Warsameh/AP)
“A cada dia que nos atrasamos em prestar assistência é, literalmente, questão de vida ou morte para as crianças e suas famílias nas áreas afetadas pela crise de fome", assegurou o coordenador de Assuntos Humanitários da ONU para a Somália, Mark Bowden. “Se não agirmos agora, a crise de fome se estenderá às oito regiões do sul da Somália nos próximos dois meses devido às pobres colheitas e aos surtos de doenças infecciosas”, disse Bowden.”
Pense nisto!
Créditos

Nenhum comentário:

Postar um comentário