terça-feira, 23 de agosto de 2011

Consumismo, um problema para economistas ou psicólogos?

É comum encontrar com pessoas que não conseguem ter uma vida financeira equilibrada. Ao  apresentar-se como economista (ou futuro economista), muitos pedem conselhos e dicas de como deixar de gastar tanto e começarem a poupar ou economizar. Para uma parcela da população, economista é aquele que consegue ficar rico mesmo ganhando pouco, e que consegue também ensinar as pessoas a ficarem ricas.

Nossa profissão não se resume a “ensinar” as pessoas a ficarem ricas, mas podemos dar algumas dicas de como viver melhor com o que ganhamos. O termo economia vem do grego oikos (casa) e nomos (costume ou lei) ou também gerir, administrar: daí "regras da casa" (lar) e "administração da casa”. O economista trabalha com o infinito desejo do homem diante da escassez de recursos. Não é possível satisfazer todas as necessidades/desejos dos homens com os recursos disponíveis, então temos que pensar em como satisfazer o máximo de pessoas, utilizando de forma racional os recursos que temos a nossa disposição.

Voltando ao tema proposto neste texto, as dicas que podemos dar as pessoas que desejam organizar a sua vida financeira, são simples e consistem em ensinar a gerir de forma eficiente os seus gastos, para que os mesmos não ultrapassem as suas receitas, ou os seus ganhos. Tentamos ensinar que mesmo ganhando pouco, é preciso poupar, e que poupança significa sacrifício. É preciso adiar o consumo, ou seja, deixo de comprar hoje para ter recursos suficientes para comprar algo no futuro. Para ter as suas finanças equilibradas, basta seguir algumas dicas:

• Planeje sempre o que você vai comprar, nunca compre por impulso.

• Tenha sempre anotado o quanto você realmente ganha mensalmente.

• Tenha sempre anotado as suas despesas essenciais, aquilo que todos os meses você precisa gastar, exemplo: Aluguel, alimentação, educação, etc.

• Tenha uma lista de desejos/sonhos, organizados por prioridade. Talvez você não conseguirá realizar todos ao mesmo tempo.

• Compre a vista, sempre pedindo desconto. Fuja dos carnês, mesmo que o vendedor diga que não tem juros.

• Tome muito cuidado com o cartão de crédito. Os juros cobrados pelas administradoras são altíssimos.

Ah! Mas estas dicas são muito lógicas, eu sei disto, mas não consigo parar de gastar (pode responder algum leitor). Eu não consigo controlar o meu desejo de comprar, mesmo sabendo que o meu cartão de crédito já “estourou”. Neste caso talvez o que você precise não seja de um economista, e sim um Psicanalista.

O Dr. Ailton Bastos psicanalista e palestrante; trata dos distúrbios relacionados à vida financeira; Para ele, o fato de a pessoa gastar mais do que ganha pode ser considerado como um distúrbio mental “... Se a pessoa tem historicamente comportamentos disfuncionais na área financeira, ou se sempre gasta mais do que ganha, essa pessoa precisa fazer uma reprogramação mental...” ele ainda acrescenta “Algumas pessoas chegam a serem compradores compulsivos [...] que acreditam que se consumirem mais [...] elas serão mais felizes, e este comportamento está em todos os níveis sociais e em todas as idades.”

Para o Dr. Ailton existem três grupos de pessoas no que se refere às finanças pessoais:

DEVEDOR. Este grupo de pessoas é o daquele sujeito que não importa o quanto ganhe e nem mesmo as circunstancias à sua volta nem no mundo afora ele estará sempre endividado.

EQUILIBRADO (na corda bamba). Este grupo é o daquele sujeito que trabalha para pagar as contas. Ele não se considera um devedor porque compreende que não pode gastar mais do que ganha e se esforça para equilibrar suas contas. A não ser nas emergências ele não entra no vermelho.

INVESTIDOR. O sujeito que pertence a este grupo é aquele que consegue poupar parte de seus ganhos e investir na formação de um patrimônio sólido. Qualquer pessoa, independente de quanto ganhe, ao investir pelo menos 10% de todos os seus ganhos, sistematicamente ao longo de anos, pode alcançar a sua INDEPENDENCIA FINANCEIRA.

O Dr. Ailton Bastos afirma que todos estes comportamentos estão relacionados a fatores psicológicos, e que muitos só conseguem organizarem financeiramente após recorrerem à ajuda de um psicólogo ou psicanalista.

Algumas pessoas compram não por necessidade, mas por ansiedade, para se sentir realizada. Ao economista cabe a tarefa de ensinar a organização financeira, a como organizar e gerir os recursos para que o individuo ou a família, possam ter uma vida mais tranqüila. Cabe ao individuo buscar ajudar psicológica quando não conseguir conter os seus impulsos e comprar sem necessidade, ignorando a importância do controle orçamentário (planejamento).

Gaste conscientemente, evite dividas de longo prazo e tenha uma parte do seu salário disponível para investimento, mesmo que seja pouco. Para os economistas e os psicoterapeutas poupar ainda é a melhor atitude para atingir o sucesso financeiro.

Créditos:
http://ailtonbastos.com.br/





Nenhum comentário:

Postar um comentário