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Comentários e Discussões sobre um dos temas mais importantes para a humanidade: a Economia. O blog traz também cotações Online e índices atualizados.
Parabéns a todo o cidadão brasileiro pelo pagamento de
impostos dos mais variados tipos. Somando o esforço de todos os trabalhadores,
o país atingiu R$1.000.000.000,00 em arrecadação de impostos no mês de Setembro
de 2011.
É difícil concordar com a maneira que os impostos são
cobrados, mas é ainda mais difícil concordar com a forma com que os recursos
são gastos. Vemos o crescente aumento na arrecadação do Governo, mas não vemos
o crescimento do investimento no bem estar da população, e não vemos
investimentos na melhoria da infra estrutura. Parece que todo o nosso esforço
como contribuinte é apenas para manter o funcionamento da “maquina pública”, ou
seja, nosso dinheiro é usado apenas para pagar os salários do funcionalismo público,
dos deputados e dos senadores (que prestam um excelente serviço à população
brasileira, representando os interesses do povo), na construção do novo estádio
do Corinthians, e tantos outros gastos do Governo.![]() |
| Arte: Andre Fuentes |
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| (Farah Abdi Warsameh/AP) |
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| É hora de cortar gastos. Foto:
Roberto Stuckert Filho/PR
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| FOTO: ANDRE DUSEK/AE |
| Fonte: BACEN |
O Governo brasileiro comemorou esta semana mais uma boa noticia na área econômica: as Reservas Externas do País chegaram a US$ 350,881 bilhões no conceito de liquidez internacional.
As reservas internacionais brutas compreendem ativos externos prontamente disponíveis, sob controle do Banco Central, cuja principal função é o financiamento de desequilíbrios no balanço de pagamentos ou a regulação da magnitude desses desequilíbrios, pelo ajuste do nível da taxa de câmbio mediante intervenção no mercado de câmbio. As reservas internacionais no Banco Central são constituídas por ouro monetário, DES e ativos em moeda estrangeira, representados por depósitos (overnight, acordo de recompra no FED, prazo fixo), títulos, títulos de exportação (até outubro de 2000), créditos cedidos a outros países (até fevereiro de 2001) e créditos cursados em acordo de convênio. A posição de reserva no FMI também é computada nas reservas no Banco Central.
O Banco Central tem a sua disposição, o montante de mais de US$350 bilhões, para intervenções na economia. A principal utilidade deste dinheiro é manter a economia brasileira sólida mesmo em tempos de crises internacionais. O Banco Central consegue intervir no mercado de financeiro, comprando e vendendo Dólar (de acordo com a necessidade), evitando que o Real se valorize demasiadamente, o que pode prejudicar a indústria nacional, favorecendo as importações e dificultando as exportações.
Poderíamos descrever as reservas internacionais como uma poupança feita pelo Governo em Dólar. O governo brasileiro ainda gasta mais do arrecada, e mesmo assim consegue manter elevada o valor em reservas internacionais graças a atratividade dos títulos públicos brasileiro. Com a taxa SELIC em 12,5%, e com os avanços econômicos do Brasil os títulos brasileiros passaram a ser bem aceitos no mercado financeiro mundial. Os títulos brasileiros têm uma boa reputação e também boa remuneração.
Em Julho de 2011, segundo o Banco Central, o país possuía mais de US$ 336 bilhões em títulos estrangeiros. Grande parte destes títulos foram adquiridos do tesouro Americano, que atualmente remuneram a uma taxa de 0,25%. O Governo capitaliza-se pagando 12,5% ao ano e compra títulos que remuneram 0,25% ao ano. Segundo o economista Fabio Kanczuk que é professor de economia na USP, o Brasil escolheu o mais caro seguro contra crises internacionais que existe. Segundo ele, mantido o montante atual por 12 meses, o custo das reservas se aproximaria de US$ 35 bilhões por ano. "O custo de carregar esse dinheiro é muito alto, mas há uma utilidade de ir contra a apreciação do real", reconhece.
"É muito caro pagar uma conta de pelo menos US$ 35 bilhões. A estratégia é absolutamente questionável porque há um momento em que, apesar de se aumentar o volume das reservas, o benefício de ter esse seguro não cresce", diz o professor da USP. Kanczuk reconhece, porém, que a estratégia tem ao menos um aspecto muito positivo atualmente. "Foi útil para segurar a valorização do real e, de agora em diante, se a crise piorar, o Brasil terá ainda mais caixa para, por exemplo, emprestar dólares as empresas. Para esse objetivo, a estratégia pode fazer sentido", disse(em reportagem publicada no site do Jornal Estadão).
O professor chama as reservas cambiais de o “Seguro contra crises internacionais mais caro que existe”, mas reconhece a sua utilidade.
As reservas internacionais são de extrema importância para a economia nacional, mas o país precisa investir no mercado interno, para que o crescimento econômico não venha acompanhado da tão temida inflação. Reduzir a taxa de juros SELIC, já é um bom começo para o fortalecimento do mercado interno, e investir em infra-estrutura ao invés de apenas formar as reservas internacionais também é de fundamental importância.
Nota: No primeiro ano do governo de Dilma Rousseff, as reservas internacionais aumentaram 21,6% e subiram o equivalente a US$ 62,3 bilhões. Ontem, o montante atingiu US$ 350,881 bilhões.
Créditos:
http://www.brasileconomico.com.br/paginas/taxas-de-juros_81.html
http://www.bcb.gov.br/pec/sdds/port/templ1p.shtm
Acompanhamos nos telejornais, a luta do governo brasileiro para conter a valorização do Real, ou a desvalorização do Dólar. Por questões de comércio internacional as moedas de diversos países são equiparadas a uma moeda forte, para facilitar as negociações. As moedas mais aceitas em todo o mundo é o Dólar Americano, e o Euro (a moeda da União Européia).
Para que o Brasil possa comercializar os seus produtos no mercado internacional, é preciso converter o preço dos produtos brasileiros em Dólar. Por exemplo, se um produto nacional custa R$1,00, em Dólar custará U$0,64 (na cotação de hoje 27/07). Posso afirmar que com apenas U$0,64 eu compro um produto que custa R$1,00. Esta mesma lógica vale para a compra de produtos internacionais. Mantendo a mesma taxa de conversão, posso afirmar que com R$1,00 eu compro um produto que custa U$0,64.
Imagine as negociações do Brasil com o mundo. A cotação do Dólar influência diretamente a nossa economia. Com a valorização do Real, as viagens para outros países ficam mais baratas, os produtos importados também, enfim tudo o que é negociado a preço de Dólar fica mais acessível. Porém as exportações brasileiras ficam prejudicadas, quanto mais valorizada a moeda nacional, mais caros os produtos brasileiros chegarão ao mercado internacional.
Para os países exportadores como o Brasil, o saldo da balança comercial (diferença entre exportações e importações), é muito importante para a saúde econômica do país. As exportações impulsionam o crescimento do país, gerando emprego e renda. Por não possuir um mercado interno forte, o Brasil é dependente das exportações, e esta dependência é influenciada pelo Cambio. O governo luta para manter a moeda nacional desvalorizada, para que os preços de produtos brasileiros possam ser competitivos no mercado externo, e que os “vendedores” estrangeiros não tenha tanta facilidade para competir com o produto brasileiro.
Devido à falta de investimentos em infra-estrutura os produtos brasileiros têm custo maior que alguns dos seus correntes. Imagine o quanto é gasto com frete, para escoar a soja plantada em Mato Grosso. Temos um sistema viários péssimo, e o transporte rodoviário é muito mais caro que o ferroviário, mas o Brasil ainda insiste em escoar a produção em caminhões por estradas esburacadas. Mesmo com todos estes problemas, as Commodities brasileiras ainda eram bastante competitivas no mercado internacional, por causa da desvalorização cambial.
Todos os países precisam aumentar as suas vendas para fortalecer a economia. Países ricos e tradicionais importadores de produtos brasileiros, como os Estados Unidos não passam por um bom momento econômico. O Governo americano procura meios de aquecer a economia americana, e o montante de Dólar que é injetado na economia força a desvalorização cambial de países menores.
O Brasil ainda consegue manter certo controle cambial, devido às reservas de Dólar do Banco Central. Apenas não se sabe até quando será possível conter a valorização do Real utilizando este mecanismo de controle. Vai levar algum tempo até que a economia mundial se estabilize, enquanto isto não acontece, a briga diária para manter a taxa de cambio dentro dos limites prosseguirá.
É bom ficarmos atentos a esta briga.
Fonte: BACEN *cotação do dia 26/07
Todos nós quando vamos comprar algo exigimos qualidade, principalmente quando gastamos muito. É normal relacionarmos a qualidade do serviço com o preço pago. Nenhum consumidor quer pagar caro por um perfume ruim, ou por uma roupa estragada e com defeitos. Esta postura muda quando falamos dos serviços públicos. Pagamos muito, recebemos em troca um péssimo serviço, e quase não reclamamos por isto.
Todo cidadão brasileiro é um cliente do governo. Pagamos impostos, e o valor arrecadado retorna na forma de benefícios para todos (deveria ser assim). Pagamos imposto sobre vários serviços que utilizamos, e principalmente pelo que consumimos, e o valor pago pelos serviços públicos tem aumentado muito a cada ano; mas e a qualidade, tem aumentado?
Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário , no dia 22 de julho a arrecadação do Governo, chegará a R$ 800 bilhões, 31 dias antes do que no ano passado. No ano de 2009 o governo arrecadou esta mesma quantia no dia 8 de Outubro, e no ano de 2010 no dia 22 de Agosto. Isto significa que estamos pagando mais pelos serviços oferecidos pelo governo. A previsão para este ano, é que o governo arrecade R$1,4 trilhão, R$200 bilhões a mais que no ano passado. Estes valores correspondem à soma da arrecadação do governo em impostos, taxas, contribuições nas três esferas, Federal, Estadual e Municipal.
Em resumo, estamos pagando cada vez mais, por um serviço que não condiz com o preço pago. O governo tem uma boa arrecadação, mas não tem uma boa gestão, o resultado: Péssimas estradas, hospitais sucateados, professores mal remunerados, entre outros problemas que enfrentamos.
Pense nisto na hora de votar!
Créditos: Jornal Estadão.