quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Novo Blog



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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Parabéns contribuinte brasileiro!


Parabéns a todo o cidadão brasileiro pelo pagamento de impostos dos mais variados tipos. Somando o esforço de todos os trabalhadores, o país atingiu R$1.000.000.000,00 em arrecadação de impostos no mês de Setembro de 2011.

A tributação surge para que o Governo tenha fundos suficientes para atuar nas falhas de mercado. O Governo precisa atuar onde não há lucros ou atrativos para a iniciativa privada. A lógica é a seguinte: Pagamos tributos e recebemos os mais variados serviços do Estado, e estes serviços devem contribuir para a melhoria de vida de todo o povo. Segundo a teoria da tributação o Governo deve assumir funções alocativas, distributivas e estabilizadoras.

  • Função alocativa: relaciona-se à alocação de recursos por parte do Governo a fim de oferecer bens públicos (ex. rodovias, segurança), bens semi-públicos ou meritórios (ex. educação e saúde), desenvolvimento (ex. construção de usinas), etc. 
  • Função distributiva: é a redistribuição de rendas realizada através das transferências, dos impostos e dos subsídios governamentais. Um bom exemplo é a destinação de parte dos recursos provenientes de tributação ao serviço público de saúde, serviço o qual é mais utilizado por indivíduos de menor renda;
  • Função estabilizadora: é a aplicação das diversas políticas econômicas a fim de promover o emprego, o desenvolvimento e a estabilidade, diante da incapacidade do mercado em assegurar o atingimento de tais objetivos.


Para que estas funções sejam realizadas pelo Governo, surge a necessidade dos impostos. Segundo a teoria da tributação a cobrança de impostos deve seguir alguns conceitos. Pelo conceito da equidade, cada indivíduo deve contribuir com uma quantia "justa"; pelo conceito da progressividade, as alíquotas devem aumentar à medida que são maiores os níveis de renda dos contribuintes; pelo conceito da neutralidade, a tributação não deve desestimular o consumo, produção e investimento; e, por fim, pelo conceito da simplicidade, o cálculo, a cobrança e a fiscalização relativa aos tributos devem ser simplificados a fim de reduzir custos administrativos.

Os impostos cobrados no Brasil correspondem a uma boa parcela do Produto Interno Bruto, e influencia negativamente a produtividade e competitividade de nossa indústria. Existe a cobrança de impostos em “cascata” ou “Cumulativos”, nas diversas fases de produção de bens ou serviços e os impostos brasileiros não atendem o conceito da neutralidade, pois o valor cobrado incide nos preços dos produtos, o que influenciam na hora da compra.

Quando o consumidor adquire qualquer bem ou serviço, ele paga parte dos impostos que deveriam ser de responsabilidade do produtor. Exemplo, o vendedor pode acrescentar no preço do seu produto a incidência do IPTU, ou do IRPJ; isto significa que embora o imposto incida sobre o produtor, o consumidor irá “ajudar” a pagar por ele.

É difícil concordar com a maneira que os impostos são cobrados, mas é ainda mais difícil concordar com a forma com que os recursos são gastos. Vemos o crescente aumento na arrecadação do Governo, mas não vemos o crescimento do investimento no bem estar da população, e não vemos investimentos na melhoria da infra estrutura. Parece que todo o nosso esforço como contribuinte é apenas para manter o funcionamento da “maquina pública”, ou seja, nosso dinheiro é usado apenas para pagar os salários do funcionalismo público, dos deputados e dos senadores (que prestam um excelente serviço à população brasileira, representando os interesses do povo), na construção do novo estádio do Corinthians, e tantos outros gastos do Governo.

O valor arrecadado não é suficiente para que o Governo cumpra com as suas obrigações, então o Governo aumenta a sua arrecadação através de títulos que são colocados no mercado a uma taxa de juros extremamente elevada. É muito dinheiro, para pouco investimento.

O povo brasileiro precisa cobrar mais, é preciso fiscalizar melhor as ações do Governo, pois somos os maiores financiadores.


Poderíamos ter um retorno bem melhor do nosso investimento em impostos. O que você acha disto?

Créditos:

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Um problema maior que o crescimento econômico.

É muito normal para nós economistas, a preocupação com problemas econômicos como o crescimento da demanda mundial, o fortalecimento do setor financeiro, o crescimento econômico entre tantos outros assuntos. Parece que a nossa profissão busca apenas o enriquecimento de alguns poucos cidadãos deste mundo globalizado. Pensamos muito nas dificuldades enfrentadas pelos países da zona do Euro, nos preocupa o teto da divida publica americana e o cambio Chinês, mas existe algo que realmente deveria nos preocupar.

Enquanto existem pessoas extremamente ricas, que são beneficiadas pelo modelo capitalista de produção, que é tão generoso com aqueles que possuem os meios de produção, e tão cruel com aqueles que possuem apenas a sua força de trabalho, existem também milhares que morrem de fome. A sede pela acumulação e o desejo desenfreado de obter lucro, provoca sérias desigualdades sociais no mundo todo.
No Brasil existem regiões que sofrem com a fome e a miséria, mesmo que o país viva um excelente momento econômico. Enquanto algumas cidades das regiões Sudeste e Sul se esbanjam na riqueza produzida, existem cidades que agonizam pela falta de condições mínimas de sobrevivência.

No mundo a situação não é diferente. Milhares de pessoas morrem de fome todos os anos, e esse problema não desperta o interesse de economistas, que continuam preocupados com a liquidez do sistema financeiro mundial, ou qualquer outro problema relacionado à riqueza e acumulação de capital dos países ricos. Segundo a ONU, apenas na Somália 750.000 pessoas correm o risco de morrer nos próximos quatro meses. Os dados divulgados pelas Nações Unidas mostram que quase a metade da população da Somália, cerca de 3,7 milhões de pessoas, se encontra em crise humanitária, dos quais 2,8 milhões estão no sul do país. Segundo números das Nações Unidas, a seca e seus devastadores efeitos no Chifre da África mantêm em situação crítica pelo menos dez milhões de pessoas da região.
Milhares de crianças já morreram no continente africano por causa da fome e da desnutrição, e milhares de outras crianças correm o risco de morrerem por falta de alimentos. É preocupante a situação nos países africanos, que além de todos estes problemas ainda sofrem com guerras, falta de democracia e desrespeito aos direitos humanos.

Arte: Andre Fuentes

Independente de ideologia; temos que unir nossas forças e tentarmos amenizar os problemas causados pela fome. Os economistas de todo o mundo deveriam propor soluções, e buscar meios de melhorar a qualidade de vida em um continente que está morrendo aos poucos.
(Farah Abdi Warsameh/AP)
“A cada dia que nos atrasamos em prestar assistência é, literalmente, questão de vida ou morte para as crianças e suas famílias nas áreas afetadas pela crise de fome", assegurou o coordenador de Assuntos Humanitários da ONU para a Somália, Mark Bowden. “Se não agirmos agora, a crise de fome se estenderá às oito regiões do sul da Somália nos próximos dois meses devido às pobres colheitas e aos surtos de doenças infecciosas”, disse Bowden.”
Pense nisto!
Créditos

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O vôo da galinha.

 
Pouco depois do anuncio da redução da taxa básica de juros pelo Banco Central, surgiram fortes criticas ao Banco Central e a sua “nova política monetária”. Para alguns economistas o BACEN deixou de lado a meta da inflação, e passa a preocupar apenas com o crescimento do PIB. Poucos economistas acreditavam na redução da taxa de juros, a maioria esperava a manutenção desta taxa, pois ainda há risco inflacionário.
Será que nunca poderemos crescer sem inflação? Será que o medo da inflação nunca nos permitirá ter uma economia mais dinâmica e mais produtiva? O crescimento sempre será um inimigo da economia brasileira?

Sinceramente acredito que é possível conseguirmos crescer sem inflação. Vivemos algumas décadas com inflação muito alta, e não queremos viver este período novamente. A inflação foi ocasionada pelo crescimento econômico ou por excesso de gastos do governo?  O grande trunfo do plano Real foi justamente o controle de gastos da maquina publica. Se o governo quiser manter uma política de gastos desordenados como o Governo Lula, a taxa de juros terá que crescer sempre, e vamos sacrificar o crescimento para que o governo possa gastar à vontade, afinal no Brasil é assim que se consegue manter no poder.


É hora de cortar gastos. Foto:
Roberto Stuckert Filho/PR

Olhemos para a política fiscal do governo Lula, houve gastos em excesso, e o país sacrificou muito investimento para que o PT conseguisse a Reeleição do Lula e a eleição da Dilma. O BACEN não pode ser o único responsável pela meta de inflação, e concordo com a redução na taxa de juros, e espero poder um dia dizer que a taxa de juros brasileira já não é a maior do mundo. É preciso que o Ministro Guido Matega cuide da redução de gastos do governo, e que os investimentos não seja apenas em marketing, como foram as duas edições do PAC.
Se o BACEN reduz os juros, e o governo cortar gastos a economia não vai sofrer com os efeitos da inflação, mas no contrário, vamos culpar o consumo e o excesso de renda e emprego da população e elevar as taxas de juros novamente. Desta vez a responsabilidade pela inflação está nas mãos da Presidente Dilma e do ministro Guido Mantega. É hora de investir mais e gastar menos, ou então, nossa economia continuará voando como uma galinha.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Banco Central reduz em 0,5% a taxa básica de juros (SELIC).



FOTO: ANDRE DUSEK/AE
Surpreendendo a grande maioria dos economistas e analistas financeiros, o Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,5% ,para 12% ao ano. É bom lembrarmos que mesmo com a redução a taxa básica de juros brasileira é a maior do mundo.

Utilizada como uma das mais importantes ferramentas do controle inflacionário, a SELIC tem a função de enxugar a economia, reduzindo o montante de dinheiro em circulação, e conseqüentemente reduzindo o consumo. A presidente Dilma, durante a sua campanha eleitoral e no inicio de seu governo, deixou claro que trabalharia para que a economia brasileira pudesse crescer de forma consistente, e não apenas como “o vôo de uma galinha”. A expressão refere-se à dificuldade encontrada pelo país de crescer sem gerar inflação, pois sempre que o país começa a mostrar sinais de crescimento, esbarra no medo inflacionário, que é combatido com alta nas taxas de juros, freando bruscamente o consumo e o crescimento econômico.

A redução da taxa de juros pode ter efeitos negativos na economia, caso o país não invista na produção. A Política Fiscal brasileira terá de ser reorganizada de forma a gerar mais investimentos no setor produtivo, para que haja uma expansão da demanda, evitando inflação através do equilíbrio. A arrecadação brasileira se expande e bate recorde, o problema é que os gastos do governo seguem esta mesma lógica.

O cidadão brasileiro sentirá de fato os efeitos desta redução, num prazo de aproximadamente seis meses. Os efeitos serão:
  • Aumento de crédito,
  • Taxas de juros mais baixas,
  • E possível incentivo ao consumo.

Se o cidadão optar pelo consumo, e a nossa economia não conseguir suprir esta demanda, ocorrerá novamente o processo inflacionário, e as taxas de juros terão que ser alteradas.

Opiniões

Para o Blogueiro Adriano Dutra Teixeira, é preocupante  a forma como a política fiscal está sendo conduzida.

“Não se vê mudança contundente no regime fiscal, a própria ministra do Planejamento já disse dias atrás que não há espaço para aperto fiscal, ao contrário disso, o governo mantém um enorme orçamento fiscal paralelo junto ao BNDES; a arrecadação federal continua quebrando recordes, cresceu no primeiro semestre o triplo do PIB e os gastos públicos, como têm sido visto, acompanham a arrecadação.

O ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni classificou de "ousada" decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Para ele, o que está em jogo agora é a credibilidade do BC.

Veja na integra o comunicado do Banco Central

“O Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela manutenção da taxa Selic em 12,50% a.a. Reavaliando o cenário internacional, o Copom considera que houve substancial deterioração, consubstanciada, por exemplo, em reduções generalizadas e de grande magnitude nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos. O Comitê entende que aumentaram as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado. Nota ainda que, nessas economias, parece limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalece um cenário de restrição fiscal. Dessa forma, o Comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevante.

Para o Copom, a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira pode se materializar por intermédio de diversos canais, entre outros, redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e empresários. O Comitê entende que a complexidade que cerca o ambiente internacional contribuirá para intensificar e acelerar o processo em curso de moderação da atividade doméstica, que já se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira. Dessa forma, no horizonte relevante, o balanço de riscos para a inflação se torna mais favorável. A propósito, também aponta nessa direção a revisão do cenário para a política fiscal.

Nesse contexto, o Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.

O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do ambiente macroeconômico e os desdobramentos do cenário internacional para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.

Brasília, 31 de agosto de 2011”
Fonte: BACEN


créditos:




segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O Desafio de impulsionar o Mercado Interno.


No dia 17 de agosto, a revista Carta Capital, promoveu um encontro entre os economistas Delfim Netto e Luiz Gonzaga Belluzzo, que debateram sobre a crise mundial, a zona do Euro, o Cambio, e outros assuntos econômicos. Os textos estão disponíveis para leitura no site da revista.

Quando o assunto é a economia brasileira, muitos economistas concordam que é preciso reduzir a taxa de juros para impulsionar o crescimento do mercado interno. É possível notar no discurso dos economistas Delfim Netto e Luiz Gonzaga Belluzzo, que há uma influencia negativa do mercado financeiro sobre a economia mundial, já que as decisões do Banco Central é influenciada pelo mercado financeiro. Para o Brasil se fortalecer ainda mais, a política monetária do governo deve beneficiar o setor produtivo, e não beneficiar apenas os especuladores do mercado financeiro.

A economia brasileira vai muito bem apesar das turbulências, o mundo todo percebe o amadurecimento de nossa política econômica, principalmente após a implantação do plano Real. O nosso sistema financeiro demonstra segurança, atraindo investidores de todas as partes do mundo. Mas já está na hora de deixarmos de lado a nossa dependência externa, temos potencial para cresceremos, reduzindo a dependência das exportações agrícolas.

 Através do crescimento do mercado interno, é possível reduzir a dependência externa. A indústria nacional precisa ser incentivada, e protegida pelo governo, o país precisa produzir mais, e não apenas exportar produtos agrários com pouco valor agregado. A indústria brasileira tem sofrido muito com a falta de investimento, e o cambio também é um grande problema enfrentado pela indústria nacional, uma vez que, com a valorização do Real frente ao Dólar, os produtos importados se tornam mais atrativos e competitivos em nosso mercado, desfavorecendo a nossa indústria. É bom lembrarmos que a indústria é uma importante geradora de empregos e conseqüentemente geradora de renda.

A economia mundial está à beira da estagnação, e até mesmo a china já dá sinais de um crescimento econômico mais moderado, se não investirmos no fortalecimento do mercado interno, teremos sérios problemas em nossa economia, uma vez que a demanda mundial tende a cair, ou se estagnar, impedindo que haja crescimento em nossas exportações.

Confira trechos do encontro realizado pela revista Carta Capital.

Carta Capital: E o Brasil no meio de tudo isso?


Delfim Netto: Temos uma política bastante razoável. Acho que o governo tem a clara noção de que estamos em um ambiente hostil e que precisamos providenciar um crescimento nosso. Existe recurso, tecnologia e imaginação. Parece existir a compreensão clara de que não podemos continuar com um modelo agro mineral exportador. Vamos continuar a aproveitar nossas vantagens, mas elas precisam ser revertidas para a construção de um desenvolvimento apoiado no mercado interno.


Luiz Gonzaga Belluzzo: Temos de seguir o exemplo dos Estados Unidos do fim do século XIX, início do XX, que era exportador de alimentos e matéria-prima e construiu sua industrialização.

DN: Aliás, o Brasil de hoje tem a população dos Estados Unidos dos anos 1970 e a renda dos anos 1930. Possui, portanto, um mercado interno com condições de se autoalimentar e continuar a funcionar, obviamente usando o setor externo como complemento.

DN: É que, antes de ser liberal, o Roberto Campos era inteligente (risos). É muito simples. Quando crescíamos a 7,5% durante 30 anos, a carga tributária estava em torno de 24% e o Estado investia 5% do PIB. Hoje temos uma carga tributária de 36% e a União investe 1,5%. O sistema está sendo reconstruído e muito mais eficiente, porque as privatizações trouxeram eficiência para várias empresas, que hoje são muito mais competitivas do que eram. O problema todo é que a coordenação do Estado é fundamental.

DN: Algumas empresas eram altamente eficientes, como a Telebrás, que ganhou vários prêmios internacionais, inclusive. A privatização do setor siderúrgico foi benéfica, porque havia muita interferência e um modelo como havia não poderia sobreviver em uma democracia. E hoje é um setor ágil, competitivo. Mas não adianta ter ilusão, o Estado tem um papel indutor. O mercado é um instrumento eficientíssimo para fazer o desenvolvimento, só que ele não pensa o desenvolvimento.

Leia na integra, acesse:




créditos

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Consumismo, um problema para economistas ou psicólogos?

É comum encontrar com pessoas que não conseguem ter uma vida financeira equilibrada. Ao  apresentar-se como economista (ou futuro economista), muitos pedem conselhos e dicas de como deixar de gastar tanto e começarem a poupar ou economizar. Para uma parcela da população, economista é aquele que consegue ficar rico mesmo ganhando pouco, e que consegue também ensinar as pessoas a ficarem ricas.

Nossa profissão não se resume a “ensinar” as pessoas a ficarem ricas, mas podemos dar algumas dicas de como viver melhor com o que ganhamos. O termo economia vem do grego oikos (casa) e nomos (costume ou lei) ou também gerir, administrar: daí "regras da casa" (lar) e "administração da casa”. O economista trabalha com o infinito desejo do homem diante da escassez de recursos. Não é possível satisfazer todas as necessidades/desejos dos homens com os recursos disponíveis, então temos que pensar em como satisfazer o máximo de pessoas, utilizando de forma racional os recursos que temos a nossa disposição.

Voltando ao tema proposto neste texto, as dicas que podemos dar as pessoas que desejam organizar a sua vida financeira, são simples e consistem em ensinar a gerir de forma eficiente os seus gastos, para que os mesmos não ultrapassem as suas receitas, ou os seus ganhos. Tentamos ensinar que mesmo ganhando pouco, é preciso poupar, e que poupança significa sacrifício. É preciso adiar o consumo, ou seja, deixo de comprar hoje para ter recursos suficientes para comprar algo no futuro. Para ter as suas finanças equilibradas, basta seguir algumas dicas:

• Planeje sempre o que você vai comprar, nunca compre por impulso.

• Tenha sempre anotado o quanto você realmente ganha mensalmente.

• Tenha sempre anotado as suas despesas essenciais, aquilo que todos os meses você precisa gastar, exemplo: Aluguel, alimentação, educação, etc.

• Tenha uma lista de desejos/sonhos, organizados por prioridade. Talvez você não conseguirá realizar todos ao mesmo tempo.

• Compre a vista, sempre pedindo desconto. Fuja dos carnês, mesmo que o vendedor diga que não tem juros.

• Tome muito cuidado com o cartão de crédito. Os juros cobrados pelas administradoras são altíssimos.

Ah! Mas estas dicas são muito lógicas, eu sei disto, mas não consigo parar de gastar (pode responder algum leitor). Eu não consigo controlar o meu desejo de comprar, mesmo sabendo que o meu cartão de crédito já “estourou”. Neste caso talvez o que você precise não seja de um economista, e sim um Psicanalista.

O Dr. Ailton Bastos psicanalista e palestrante; trata dos distúrbios relacionados à vida financeira; Para ele, o fato de a pessoa gastar mais do que ganha pode ser considerado como um distúrbio mental “... Se a pessoa tem historicamente comportamentos disfuncionais na área financeira, ou se sempre gasta mais do que ganha, essa pessoa precisa fazer uma reprogramação mental...” ele ainda acrescenta “Algumas pessoas chegam a serem compradores compulsivos [...] que acreditam que se consumirem mais [...] elas serão mais felizes, e este comportamento está em todos os níveis sociais e em todas as idades.”

Para o Dr. Ailton existem três grupos de pessoas no que se refere às finanças pessoais:

DEVEDOR. Este grupo de pessoas é o daquele sujeito que não importa o quanto ganhe e nem mesmo as circunstancias à sua volta nem no mundo afora ele estará sempre endividado.

EQUILIBRADO (na corda bamba). Este grupo é o daquele sujeito que trabalha para pagar as contas. Ele não se considera um devedor porque compreende que não pode gastar mais do que ganha e se esforça para equilibrar suas contas. A não ser nas emergências ele não entra no vermelho.

INVESTIDOR. O sujeito que pertence a este grupo é aquele que consegue poupar parte de seus ganhos e investir na formação de um patrimônio sólido. Qualquer pessoa, independente de quanto ganhe, ao investir pelo menos 10% de todos os seus ganhos, sistematicamente ao longo de anos, pode alcançar a sua INDEPENDENCIA FINANCEIRA.

O Dr. Ailton Bastos afirma que todos estes comportamentos estão relacionados a fatores psicológicos, e que muitos só conseguem organizarem financeiramente após recorrerem à ajuda de um psicólogo ou psicanalista.

Algumas pessoas compram não por necessidade, mas por ansiedade, para se sentir realizada. Ao economista cabe a tarefa de ensinar a organização financeira, a como organizar e gerir os recursos para que o individuo ou a família, possam ter uma vida mais tranqüila. Cabe ao individuo buscar ajudar psicológica quando não conseguir conter os seus impulsos e comprar sem necessidade, ignorando a importância do controle orçamentário (planejamento).

Gaste conscientemente, evite dividas de longo prazo e tenha uma parte do seu salário disponível para investimento, mesmo que seja pouco. Para os economistas e os psicoterapeutas poupar ainda é a melhor atitude para atingir o sucesso financeiro.

Créditos:
http://ailtonbastos.com.br/





quarta-feira, 17 de agosto de 2011

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Inovação e desenvolvimento economico.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O custo das Reservas Externas do Brasil.

O Governo brasileiro comemorou esta semana mais uma boa noticia na área econômica: as Reservas Externas do País chegaram a US$ 350,881 bilhões no conceito de liquidez internacional.

As reservas internacionais brutas compreendem ativos externos prontamente disponíveis, sob controle do Banco Central, cuja principal função é o financiamento de desequilíbrios no balanço de pagamentos ou a regulação da magnitude desses desequilíbrios, pelo ajuste do nível da taxa de câmbio mediante intervenção no mercado de câmbio. As reservas internacionais no Banco Central são constituídas por ouro monetário, DES e ativos em moeda estrangeira, representados por depósitos (overnight, acordo de recompra no FED, prazo fixo), títulos, títulos de exportação (até outubro de 2000), créditos cedidos a outros países (até fevereiro de 2001) e créditos cursados em acordo de convênio. A posição de reserva no FMI também é computada nas reservas no Banco Central.

O Banco Central tem a sua disposição, o montante de mais de US$350 bilhões, para intervenções na economia. A principal utilidade deste dinheiro é manter a economia brasileira sólida mesmo em tempos de crises internacionais. O Banco Central consegue intervir no mercado de financeiro, comprando e vendendo Dólar (de acordo com a necessidade), evitando que o Real se valorize demasiadamente, o que pode prejudicar a indústria nacional, favorecendo as importações e dificultando as exportações.

Poderíamos descrever as reservas internacionais como uma poupança feita pelo Governo em Dólar. O governo brasileiro ainda gasta mais do arrecada, e mesmo assim consegue manter elevada o valor em reservas internacionais graças a atratividade dos títulos públicos brasileiro. Com a taxa SELIC em 12,5%, e com os avanços econômicos do Brasil os títulos brasileiros passaram a ser bem aceitos no mercado financeiro mundial. Os títulos brasileiros têm uma boa reputação e também boa remuneração.

 

Slide1

 

Em Julho de 2011, segundo o Banco Central, o país possuía mais de US$ 336 bilhões em títulos estrangeiros. Grande parte destes títulos foram adquiridos do tesouro Americano, que atualmente remuneram a uma taxa de 0,25%. O Governo capitaliza-se pagando 12,5% ao ano e compra títulos que remuneram 0,25% ao ano. Segundo o economista Fabio Kanczuk que é professor de economia na USP, o Brasil escolheu o mais caro seguro contra crises internacionais que existe. Segundo ele, mantido o montante atual por 12 meses, o custo das reservas se aproximaria de US$ 35 bilhões por ano. "O custo de carregar esse dinheiro é muito alto, mas há uma utilidade de ir contra a apreciação do real", reconhece.

"É muito caro pagar uma conta de pelo menos US$ 35 bilhões. A estratégia é absolutamente questionável porque há um momento em que, apesar de se aumentar o volume das reservas, o benefício de ter esse seguro não cresce", diz o professor da USP. Kanczuk reconhece, porém, que a estratégia tem ao menos um aspecto muito positivo atualmente. "Foi útil para segurar a valorização do real e, de agora em diante, se a crise piorar, o Brasil terá ainda mais caixa para, por exemplo, emprestar dólares as empresas. Para esse objetivo, a estratégia pode fazer sentido", disse(em reportagem publicada no site do Jornal Estadão).

O professor chama as reservas cambiais de o “Seguro contra crises internacionais mais caro que existe”, mas reconhece a sua utilidade.

As reservas internacionais são de extrema importância para a economia nacional, mas o país precisa investir no mercado interno, para que o crescimento econômico não venha acompanhado da tão temida inflação. Reduzir a taxa de juros SELIC, já é um bom começo para o fortalecimento do mercado interno, e investir em infra-estrutura ao invés de apenas formar as reservas internacionais também é de fundamental importância.

Nota: No primeiro ano do governo de Dilma Rousseff, as reservas internacionais aumentaram 21,6% e subiram o equivalente a US$ 62,3 bilhões. Ontem, o montante atingiu US$ 350,881 bilhões.

Slide2

Créditos:

http://www.brasileconomico.com.br/paginas/taxas-de-juros_81.html

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20brasil,pela-primeira-vez-reservas-externas-do-pais-ultrapassam-us-350-bi,79823,0.htm

http://www.bcb.gov.br/pec/sdds/port/templ1p.shtm

sábado, 6 de agosto de 2011

Brasil Maior, plano lançado pela presidente Dilma para o fortalecimento industrial brasileiro.


Lançado na terça-feira (02/08) pela presidente Dilma Rousseff, o plano Brasil Maior se apresenta com a “nova política industrial do Brasil”. O plano está voltado para o crescimento das exportações brasileiras, além do fortalecimento do mercado interno e capacitação profissional.

Usando uma política de subsídios o Governo Federal, vai desonerar setores que sofrem forte influencia do câmbio e da concorrência externa. Os setores de Confecções, Calçados, Móveis e Software deixarão de pagar 20% de contribuição ao INSS, e em contrapartida será cobrado um percentual do faturamento da empresa, com alíquota a partir de 1,5% variando de acordo com o setor. Muito se fala sobre o déficit na Previdência, e para não agravar ainda mais, o Governo usará recursos do tesouro nacional para arcar com a diferença na arrecadação da Previdência (ou seja, a Previdência manterá a sua arrecadação, o Governo pagará a diferença entre a alíquota sobre o faturamento, e o valor que realmente deveria ser pago).
Alguns benefícios do plano Brasil Maior:

Além da isenção do recolhimento ao INSS, o plano apresenta:

·         Devolução em dinheiro. O Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras), devolverá as empresas exportadoras de bens industrializados 0,5% da receita de exportações. Este reembolso funcionará no mesmo molde do Imposto de Renda, e será depositado na conta da empresa (em dinheiro) ou poderá ser usado para quitação de débitos com a Receita Federal. Com esta medida o Governo visa desonerar as empresas exportadoras fomentando assim o crescimento industrial brasileiro.

·         Compras governamentais. O decreto de regulamentação da Lei 12.349/2010, a Lei de Compras Governamentais, estipula uma margem de preferência de até 25% nos processos de licitação para produtos manufaturados e serviços nacionais que atendam às normas técnicas brasileiras. Essas margens serão definidas levando em consideração a geração de emprego e renda e o desenvolvimento e a inovação tecnológica realizados no país. O dispositivo será usado também para fortalecer pequenos e médios negócios e será focado nas áreas de Defesa, Saúde e Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

·         Defesa comercial. Haverá maior fiscalização na importação de produtos visando à eliminação de concorrência desleal entre os importados e os produtos nacionais.

·         Criação de um novo Regime Automotivo. Incentivo tributário como contrapartida ao investimento, agregação de valor, emprego e inovação.
Basicamente estamos falando de investir em Inovação tecnológica e fortalecimento industrial brasileiro. O plano apresenta uma analise da situação atual e cita como principais desafio para o crescimento econômico do país a falta de infra estrutura física, a guerra cambial, a falta de qualificação profissional, concorrência externa muito forte, e a necessidade de investir em Inovação, P&D e tecnologia na industria nacional.  Estes desafios serão enfrentados com as medidas apresentadas pela presidente Dilma Russeff, através do plano Brasil Maior.

Mais um Plano

É bom lembrar que estamos falando do Brasil, um país com muitos planos e projetos, mas infelizmente com pouca ação. Nos últimos anos pudemos acompanhar a criação de dois planos com objetivos nobres (em tese), o PAC I e o PAC II. O Plano para Aceleração do Crescimento PAC foi lançado no governo Lula, e antes mesmo de ver os seus resultados, um segundo plano foi lançado para “complementar” o primeiro, coincidência ou não foram lançados próximo as eleições. O Plano Brasil Maior foi lançado um pouco distante das próximas eleições presidenciais, e vem com a promessa de contribuir para que a nossa indústria cresça gerando emprego e renda.

Em um país aonde o medo da inflação domina  a política econômica, e que para conter a inflação o consumo sempre paga o pato, é possível acreditarmos que os planos do governo promoverão o tão almejado crescimento econômico?  O Brasil precisa de muito mais do que subsídios em alguns setores, é preciso repensar a política fiscal, afinal a nossa tributação é bastante elevada o que desfavorece os nossos produtos no competitivo mercado internacional. É preciso reduzir os custos com frete, e as ferrovias, e hidrovias são as melhores opções. É preciso fortalecer o mercado interno, mas com a imensa disparidade existente entre as regiões brasileiras é pouco provável que o mercado interno se expanda. É hora de o governo deixar de planejar pensando em marketing e eleições e realmente fazer algo para que seja possível crescer, sem gerar inflação.

      “... o altíssimo custo Brasil, formado por uma pilha de itens adversos. É a insuportável carga tributária – não só nos impostos altos, mas, também, na sua complexidade, que exige a manutenção de custosos departamentos jurídicos. São os juros escorchantes; os enormes custos da infraestrutura (portos, estradas, armazenagem…); os altos preços da energia elétrica – embora na matriz energética do País prepondere a energia hidrelétrica, a mais barata. É o custo da burocracia, das telecomunicações… e por aí vão.” Celso Ming.
     Créditos

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A influência do Dólar na economia brasileira.

 

Acompanhamos nos telejornais, a luta do governo brasileiro para conter a valorização do Real, ou a desvalorização do Dólar. Por questões de comércio internacional as moedas de diversos países são equiparadas a uma moeda forte, para facilitar as negociações. As moedas mais aceitas em todo o mundo é o Dólar Americano, e o Euro (a moeda da União Européia).

Para que o Brasil possa comercializar os seus produtos no mercado internacional, é preciso converter o preço dos produtos brasileiros em Dólar. Por exemplo, se um produto nacional custa R$1,00, em Dólar custará U$0,64 (na cotação de hoje 27/07). Posso afirmar que com apenas U$0,64 eu compro um produto que custa R$1,00. Esta mesma lógica vale para a compra de produtos internacionais. Mantendo a mesma taxa de conversão, posso afirmar que com R$1,00 eu compro um produto que custa U$0,64.

Imagine as negociações do Brasil com o mundo. A cotação do Dólar influência diretamente a nossa economia. Com a valorização do Real, as viagens para outros países ficam mais baratas, os produtos importados também, enfim tudo o que é negociado a preço de Dólar fica mais acessível. Porém as exportações brasileiras ficam prejudicadas, quanto mais valorizada a moeda nacional, mais caros os produtos brasileiros chegarão ao mercado internacional.

 

O grande problema

Para os países exportadores como o Brasil, o saldo da balança comercial (diferença entre exportações e importações), é muito importante para a saúde econômica do país. As exportações impulsionam o crescimento do país, gerando emprego e renda. Por não possuir um mercado interno forte, o Brasil é dependente das exportações, e esta dependência é influenciada pelo Cambio. O governo luta para manter a moeda nacional desvalorizada, para que os preços de produtos brasileiros possam ser competitivos no mercado externo, e que os “vendedores” estrangeiros não tenha tanta facilidade para competir com o produto brasileiro.

Devido à falta de investimentos em infra-estrutura os produtos brasileiros têm custo maior que alguns dos seus correntes. Imagine o quanto é gasto com frete, para escoar a soja plantada em Mato Grosso. Temos um sistema viários péssimo, e o transporte rodoviário é muito mais caro que o ferroviário, mas o Brasil ainda insiste em escoar a produção em caminhões por estradas esburacadas. Mesmo com todos estes problemas, as Commodities brasileiras ainda eram bastante competitivas no mercado internacional, por causa da desvalorização cambial.

Todos os países precisam aumentar as suas vendas para fortalecer a economia. Países ricos e tradicionais importadores de produtos brasileiros, como os Estados Unidos não passam por um bom momento econômico. O Governo americano procura meios de aquecer a economia americana, e o montante de Dólar que é injetado na economia força a desvalorização cambial de países menores.

O Brasil ainda consegue manter certo controle cambial, devido às reservas de Dólar do Banco Central. Apenas não se sabe até quando será possível conter a valorização do Real utilizando este mecanismo de controle. Vai levar algum tempo até que a economia mundial se estabilize, enquanto isto não acontece, a briga diária para manter a taxa de cambio dentro dos limites prosseguirá.

É bom ficarmos atentos a esta briga.

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Fonte: BACEN *cotação do dia 26/07

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Pagar caro por um serviço ruim?

Impostos

Todos nós quando vamos comprar algo exigimos qualidade, principalmente quando gastamos muito. É normal relacionarmos a qualidade do serviço com o preço pago. Nenhum consumidor quer pagar caro por um perfume ruim, ou por uma roupa estragada e com defeitos. Esta postura muda quando falamos dos serviços públicos. Pagamos muito, recebemos em troca um péssimo serviço, e quase não reclamamos por isto.

Todo cidadão brasileiro é um cliente do governo. Pagamos impostos, e o valor arrecadado retorna na forma de benefícios para todos (deveria ser assim). Pagamos imposto sobre vários serviços que utilizamos, e principalmente pelo que consumimos, e o valor pago pelos serviços públicos tem aumentado muito a cada ano; mas e a qualidade, tem aumentado?

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário , no dia 22 de julho a arrecadação do Governo, chegará a R$ 800 bilhões, 31 dias antes do que no ano passado. No ano de 2009 o governo arrecadou esta mesma quantia no dia 8 de Outubro, e no ano de 2010 no dia 22 de Agosto. Isto significa que estamos pagando mais pelos serviços oferecidos pelo governo. A previsão para este ano, é que o governo arrecade R$1,4 trilhão, R$200 bilhões a mais que no ano passado. Estes valores correspondem à soma da arrecadação do governo em impostos, taxas, contribuições nas três esferas, Federal, Estadual e Municipal.

Em resumo, estamos pagando cada vez mais, por um serviço que não condiz com o preço pago. O governo tem uma boa arrecadação, mas não tem uma boa gestão, o resultado: Péssimas estradas, hospitais sucateados, professores mal remunerados, entre outros problemas que enfrentamos.

Pense nisto na hora de votar!

Créditos: Jornal Estadão.

 jogo_justo

sábado, 9 de julho de 2011

Cuidado com a Inflação.


Qualquer pessoa que acompanha os noticiários, está ciente que a inflação está um pouco acima da meta. Para quem não sabe, a inflação foi o maior problema econômico que o Brasil enfrentou nas décadas de 70, 80 e início dos anos 90. A inflação só foi controlada com a implantação do plano Real em 1994.

    A inflação consiste no aumento sistemático e contínuo de preços na economia. Este aumento nos preços faz com que o dinheiro perca o seu valor, por exemplo, se antes você precisava de R$100,00 para compra uma cesta de produtos, agora você precisará de um pouco mais, ou terá que comprar um pouco menos. Atualmente a inflação não passa de 1% ao mês, um índice muito inferior, se comparado com o início dos anos 90 aonde a inflação chegava a mais de 30 % ao dia. 
Mas para o cidadão brasileiro qual o problema da inflação? Além da desvalorização da moeda ocasionado pelo aumento nos preços, um outro problema que o cidadão brasileiro enfrenta quando a inflação começa a assustar o governo, é a dificuldade de conseguir crédito, e o juro mais elevado dos empréstimos bancários e similares. Isto ocorre por causa da política econômica do governo, que aumenta a taxa de juros SELIC, visando a redução do dinheiro em circulação, o que reduzirá o consumo e forçará o equilíbrio entre oferta e demanda. Na visão do governo, a inflação ocorre porque tem muito dinheiro circulando, muita gente querendo comprar (demandando) e poucos vendedores, ou pouca mercadoria (oferta). Este desequilíbrio entre a oferta e a demanda faz com que os preços subam, gerando a tão temida inflação.

         O governo poderia investir mais em infraestrutura, e no setor produtivo para aumentar a oferta de bens e serviços, mas por causa da sua ineficiência, a saída é reduzir o consumo através da alta dos juros. 

É bom ficarmos atentos aos movimentos da equipe econômica brasileira, os financiamentos ficarão mais caros e difíceis, a economia não gerará tantos empregos devido a escassez de dinheiro no mercado, o que também pode gerar um leve aumento no desemprego. Diante de todo este problema o melhor a fazer é poupar, evitar comprar a prazo, e fugir dos empréstimos e financiamentos de longo prazo.

Cuide bem do seu dinheiro, e gaste conscientemente.